segunda-feira, 16 de janeiro de 2012



 O tempo passou. As vagas lembranças que eu tenho da minha infância trazem algo de você, em cada uma.. Os cachinhos amadeirados na garotinha espoleta que me ensinou a andar de bicicleta, a gostar de MPB, a amar as pessoas só pelo que elas são. Eu ainda tenho que entender tudo isso, entender o quão doloroso vai ser te perder de vista. Pode soar meio melodramático, eu sei, mais ouçam: Eu nunca, em dez anos, fiquei sem essa coisinha no meu ano letivo. E não é só pelo fato de dez anos serem realmente muito tempo, porque o tempo, sinceramente, não importa mais. Dez anos, que poderiam ser dez décadas, dez milênios. O amor se manteria o mesmo. Porque foram dez anos com você. Muito mais da metade da minha existência, até hoje, tinha você. Eu acho que não sei mais crescer sem teu jeitinho fofo de sorrir em qualquer situação. Eu to pirando com tudo isso, de verdade. Machuca bem mais do que eu pensei, e eu só queria que as coisas continuassem como sempre foram. Que eu continuasse podendo te ligar pra fazer qualquer coisa inútil, em qualquer hora do dia. Eu vou sentir tua falta. Eu vou sentir falta de crescer contigo, de aprender a ser melhor, da convivência, do nosso companheirismo. Eu sempre vou lembrar de você quando eu ouvir nomes esquisitos, quando eu sentir aquele cheiro de rexona teen da tampinha cor de rosa, ou quando doer mesmo. Doer qualquer coisa. Eu vou pensar em você tendo que me vestir porque eu caí da escada, e eu apertando forte a sua mão que nem criança, dizendo que queria que você viesse comigo. Obrigada por ser uma parte de mim, por ter deixado um pouco de você cravado na minha alma.  Um pouco do seu encanto, da sua alegria. Minha Carolina do andar bonito, do brilho no olhar.  Você é tão eterna, e parece tão distante não te ter mais por perto fisicamente. Mais você vai me ter sempre. E eu vou te ter sempre aí. Em qualquer lugar, em qualquer tempo. Não existem mais fronteiras. Não pra nós.

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