quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minha coisinha fofa, de nome Rafael, chegou.
No meio da saudade, misturada com a vontade de grudar nele, em menos de uma hora juntos eu pude notar que é lindo essas nossas diferenças tão iguais..

Já parou para pensar que essa pessoa “certa” que se “parece muito com a gente” pode estar é muito errada? Já somos egocêntricos demais para amar todas as nossas qualidades repetidas em alguém. Relacionamentos existem para, oras, a gente aprender a se relacionar. Nada melhor que o diferente para acrescentar. Que mania é essa de procurar um namoro fácil? Que graça tem nisso? Alôu mundo! Onde foram parar os casais cafoninhas “Eduardo e Monica”? Eles ainda insistem em existir? Acho que desistiram de se amar por preguiça. Vida tão corrida, tão difícil, pra quê dar mais trabalho pro coração, né? Acho um porre aquele casal que gosta das mesmas coisas, que faz as mesmas coisas, que comenta as mesmas coisas. Insuportável aquele casal que se parece fisicamente, que ela mede 1,65 e fica bacana de salto ao lado dele porque ele tem 1,80. Acho bonito mesmo o torto. É não saber bulhufas de Steve Jobs e comprar “O Fabuloso Império de Steve Jobs” para ele de aniversario. É colocar o salto alto e problemas se você ficar maior porque você gosta de salto e, e daí, se ele não abandona o All Star preto sujo? Levar ela para aquele bar de rock da esquina para beber uma cerveja gelada e na semana seguinte a acompanhar na exposição de fosseis de dinossauros. Ouvir Norah Jones sem meter o dedo no rádio do carro dela, porque amanhã ela vai ter que escutar Nirvana no talo no seu. Não entender de economia, não entender de revista de fofoca, não entender de política externa, não entender porque caracoles aquilo ali era um impedimento.
Mas entender perfeitamente todas as qualidades da pessoa única e diferente que existe ao seu lado.


Porque no final das contas, o que carece de medidas iguais, é só o sentimento.

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